Deus escolheu você para um relacionamento

Modeladas 2022: Segundo a pastora Talitha Pereira, quando a Bíblia diz que Deus é nosso provedor, não está falando de dinheiro; está falando da Presença

Eliane Loin

A pastora itinerante Talitha Pereira pregou na tarde do último dia na Conferência Modeladas. Thalita falou sobre a libertação do povo de Israel depois de 400 anos de escravidão no Egito. O povo estava indo rumo à terra prometida e, no caminho, viu muito milagre. Mas aquele povo que tanto via milagres não via sua fonte, não conhecia o seu Deus.

Também falou daquelas pessoas que correm atrás de intercessores e sacerdotes porque não têm coragem de se transformar e se relacionar com Deus. É o caso do povo que fez um bezerro de ouro porque não aguentou esperar os 40 dias que Moisés se recolheu no monte. “Aquele povo não conhecia em profundidade o seu Deus. Porque o nosso relacionamento com o nosso Deus é em grande parte permeado pela nossa experiência com o nosso pai terreno”. Talitha diz que temos acesso ao nosso Pai e temos uma responsabilidade do que fazer com esse acesso.

“Deus nos escolheu para um relacionamento. (…) Quando a bíblia diz que Deus é nosso provedor, não está falando de dinheiro; está falando de presença”

Talitha Pereira

Quando José foi vendido por seus irmãos, ele ficou sem a provisão do seu pai terreno, mas não ficou sem a Presença de Deus. Foi a presença do Pai que protegeu José no Egito. Foi a presença de Deus que salvou Agár e Ismael no deserto. A presença não nos abandona. A presença de Deus está em nosso DNA. Ela nunca nos falta. É disso que fala a passagem de Josué:

  • Ninguém te poderá resistir, todos os dias da tua vida; como fui com Moisés, assim serei contigo; não te deixarei nem te desampararei. Esforça-te, e tem bom ânimo; porque tu farás a este povo herdar a terra que jurei a seus pais lhes daria. Tão-somente esforça-te e tem mui bom ânimo, para teres o cuidado de fazer conforme a toda a lei que meu servo Moisés te ordenou; dela não te desvies, nem para a direita nem para a esquerda, para que prudentemente te conduzas por onde quer que andares. Não se aparte da tua boca o livro desta lei; antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme a tudo quanto nele está escrito; porque então farás prosperar o teu caminho, e serás bem-sucedido. Não to mandei eu? Esforça-te, e tem bom ânimo; não temas, nem te espantes; porque o Senhor teu Deus é contigo, por onde quer que andares. Então Josué deu ordem aos príncipes do povo, dizendo: Passai pelo meio do arraial e ordenai ao povo, dizendo: Provede-vos de comida, porque dentro de três dias passareis este Jordão, para que entreis a possuir a terra que vos dá o Senhor vosso Deus, para a possuirdes. Josué 1:5-11
Eliane Loim

A presença se manifesta até mesmo no meio da morte

Para Josué, a presença se manifestou com a morte de Moisés. O povo errou em se vitimizar com a morte de Moisés. Só caímos nesse erro quando não buscamos a presença de Deus. É necessário parar de chorar e ver que a presença de Deus se mantém conosco. Deus deixa o povo chorar, mas o choro deve ter um prazo. Talitha alerta para o perigo do medo que pode levar à vitimização e ao prolongamento do luto. Ela chama a atenção para como Deus trabalha com isso quando diz a Josué: ninguém te poderá resistir.

“Você vai precisar achar a presença de Deus. Vai precisar parar de se vitimizar. Vai precisar de coragem. (…) Deus não nos deu um espírito de covardia, mas de coragem. Você tem um espírito que funciona a partir da força, da coragem, da ousadia e da obediência”

Talitha Pereira

Vencer o medo exige presença, força e coragem

É necessário fugir da vitimização. E Josué teve que ser forte. Ainda mais porque o diabo usa de estratégias para enfraquecer Josué. E uma dessas estratégias foi a da comparação, tentando fortalecer na cabeça dele a ideia: você não é Moisés. Moisés falava diretamente com Deus. Moisés usava a vara para fazer sinais miraculosos. E Josué não recebeu uma vara. Mas se a vara fosse necessária para que Josué cumprisse o seu propósito, Deus teria dado uma vara. Mas ele não precisava de uma vara ou um cajado: ele só precisava da presença.

A pastora diz que devemos abandonar a balança da comparação. Não importa a nossa situação ou nossas forças e qualidades: o que importa é estarmos dispostos a aceitar a presença de Deus. E mais uma vez precisamos ser fortes e corajosos, seja para abandonar a necessidade do cajado, seja para nos prostrar perante a presença. Temos que parar de almejar tudo aquilo que nos afasta da presença.

“Se em um momento da sua vida você se apoia em algo que não é a presença de Deus, tudo pode ir embora. (…) É da presença que precisamos”

Talitha Pereira

Ela ensinou que podemos ser gratos a Deus em todos os momentos: da falência, do luto, da perda. Mas para isso temos que subir o monte do posicionamento. É necessário se posicionar como Josué se posicionou perante a presença. Na guerra, você vai vencer se posicionando como um guerreiro, não pela negociação com o inimigo. E esse posicionamento é necessário até para viver com a presença. A linha condutora sempre é agir sobre um propósito, não sobre uma pessoa.

Nós somos instrumentos de Deus para que Ele manifeste o Seu propósito aqui na terra. E nós podemos até ser instrumentos quebrados, mas nas mãos de Deus podemos tocar as músicas que nenhum outro instrumento sonha em tocar. A pastora terminou com seu testemunho mostrando que apesar das perdas, apesar de muitas vezes estar quebrada por dentro, encontrou a presença de Deus. E que passou a reconhecer que tudo que precisa é da presença.

por Henrique Guilherme