Como Venci o Diagnóstico de Morte

Acompanhe o testemunho de vida da Bispa Dirce Carvalho

Com esse conteúdo, queremos que você tenha certeza de que fomos feitos para uma vida completa: saudável, próspera e fértil. Lembre-se que Deus honra todas as suas promessas e que cumpre todas as suas leis, incluindo a lei da semeadura e da colheita! Aprenda a plantar sementes sacrificiais, dê nome a elas e prove a fidelidade do Senhor em sua vida.

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Eu quero compartilhar um pouco do meu coração com vocês. Acredito que fomos feitos para a saúde, a prosperidade e a fertilidade. Só posso falar sobre o que eu já vivi, por isso, ressalto que “testemunhar” traz consigo a ideia de “fazer de novo” e quero que os milagres que aconteceram na minha vida se repitam nas vidas de todos vocês.  

Vamos conversar sobre o primeiro milagre que quero compartilhar. Tudo isso aconteceu há dezessete anos, quando a Comunidade das Nações estava apenas nascendo. Neste período, não tínhamos um templo, mas nos reuniamos em um auditório na Asa Norte. Lembro-me dos pastores Dito e Junior Neguebe montando e desmontando o nosso som para que pudéssemos realizar os cultos.

É bom voltarmos atrás e vermos que muitos dos momentos que pensamos que seriam de calamidade e morte, foram, na verdade, o momento em que lindos projetos vieram à vida! Por isso, hoje eu percebo que quando muitas pragas batem à nossa porta, este pode ser o sinal de que estamos prestes a presenciar o nascimento de algo fantástico. 

Mas vamos do início… Há dezessete anos eu descobri que estava com câncer de intestino e já apresentava sinais de metástase (que é quando o câncer está espalhado pelo corpo). Minhas circunstâncias já não eram boas: eu era uma pequena empresária que vendia joias e tinha acabado de realizar um prejuízo de R$ 200 mil. Se esse valor já representa uma grande soma hoje em dia, imagine naquele tempo. Senti-me como Davi no Salmo 18. Era como se, além de tudo, meus inimigos todos viessem contra mim de uma só vez.

Eu precisei remover um terço do meu intestino e me submeti a um tratamento quimioterápico experimental. Ninguém ainda o tinha concluído para que eu tivesse esperanças humanas sobre a eficiência da medicação. Lembro-me que na primeira reunião aqui da CN eu ainda estava com os pontos da cirurgia. Fui a muitos cultos com a bolsa de remédios acoplada a mim, disfarçando a parafernália com roupas um pouco mais largas que o convencional. Passei por um momento assustador. Não havia sequer histórico de câncer na minha família.

Naqueles primeiros cultos eu orava e declarava que sabia que tudo que existe aqui na Terra fora feito à imagem, tipo e figura que já estava nos Céus. Eu sabia que no céu havia uma solução para mim. Eu pedia por uma quimioterapia espiritual, que trouxesse os resultados necessários sem matar o resto do meu corpo. Eu vivi todos aqueles sinais típicos de quem estava fazendo quimioterapia: meus cabelos caíram, meu paladar sumiu, e isso durou quase um ano. 

Foi uma época muito impactante. Eu dispus de tudo que eu tinha e pude ver quem eram as pessoas que estavam comigo. A última coisa que me faltava empenhar, era meu carro. Carro que eu havia ganhado de presente dos meus amigos, pastores aqui da CN, e que mais tarde viria a ser uma semente para abrir a nossa igreja. 

Todas as vezes que a praga tenta nos atingir, a primeira mensagem que recebemos é a de vulnerabilidade. Vemos então o quanto somos frágeis. Onde estará a nossa proteção? Dinheiro, patrimônio, família e melhores amigos nem sempre podem nos proteger.  

Trazendo para os dias de hoje, em que uma praga tem assolado a saúde do mundo: eu sei que depois que tudo isso passar, entraremos numa nova estação em que nós poderemos fazer a diferença no mundo e trazer chaves do Céu para os problemas da Terra! Agora muitos estão frágeis, com medo e insegurança. A vulnerabilidade que eu senti naqueles dias tem atingido a muitos, inclusive no nosso meio. Por isso, quando a praga bate à nossa porta, temos alguns pilares que precisam ser firmados em nossa vida para que possamos vencer as situações. E é isso que eu vou dividir com vocês agora. 

Atenção: talvez você não tenha uma doença considerada fatal, não esteja à beira da bancarrota e o coronavírus não esteja significando uma crise real para você. Mas é possível que outras dificuldades – como problemas familiares, crises pessoais e a gestão dos seus negócios – estejam te assolando, por isso, essa palavra serve para você também. Eu sei que o mundo está sendo batizado pela dor, e é neste momento que passamos a fazer diagnósticos na nossa vida e a tentar nos aproximar de Deus. 

Há quatro coisas que me mantiveram de pé naquele período e eu faço questão de usar esses princípios para qualquer crise muito severa pela qual eu venha a passar. Antes de eu listar esses quatro passos, leia os trechos do Salmo 18 que eu separei para você. Essa palavra foi Rhema na minha vida naquela época e permanece sendo todos esses anos.

“Tristezas de morte me cercaram, e torrentes de impiedade me assombraram.

Tristezas do inferno me cingiram, laços de morte me surpreenderam.

Na angústia invoquei ao Senhor, e clamei ao meu Deus; desde o seu templo ouviu a minha voz, aos seus ouvidos chegou o meu clamor perante a sua face.

Enviou desde o alto, e me tomou; tirou-me das muitas águas.

Livrou-me do meu inimigo forte e dos que me odiavam, pois eram mais poderosos do que eu.

Surpreenderam-me no dia da minha calamidade; mas o Senhor foi o meu amparo.

Trouxe-me para um lugar espaçoso; livrou-me, porque tinha prazer em mim.”

Salmo 18:4-6,16-19

Passo agora a compartilhar com vocês as quatro lições que aprendi para superar momentos de grave crise.

  1. Leve Deus para dentro da crise

No salmo 18, Davi nos mostra que chamava Deus para dentro da crise para resolvê-la.  Quando levamos Deus para dentro da crise, ela deixa de ser nossa e passa a ser enfrentada por Deus!

Não há nada mais importante que trazer Deus para dentro da nossa vida. Ele intervém na crise e traz as soluções.

Eu sabia que não havia solução humana para mim. Eu disse a Deus que precisava que Ele fosse para a batalha comigo. Rasgue o seu coração e conte a Ele seus problemas!

Eu creio que Deus plantou em nós as armas para lidarmos com os males desta época. É neste cenário de caos que coisas dormentes dentro de nós acordam. Parte da imagem e semelhança de Deus dentro de nós está acordando para se conectar com o Céu e trazer a solução para a terra!

  1. Renove a sua mente

Quando eu enfrentei a crise em que recebi o diagnóstico do câncer, quebrei financeiramente e estava abrindo a CN ao mesmo tempo. Então eu soube que não poderia administrar a vida com as mesmas ferramentas de que eu me utilizava antes.

Mas é num momento desse de crise, em que precisamos cessar a praga, precisamos renovar a mente como diz romanos e elevar nossos pensamentos, porque é do alto que vem o nosso socorro e não podemos andar conforme as notícias dos caos. Como você tem encarado as notícias que vê?

Olhar para o alto é desviar os olhos do comum e elevar os olhos para o Senhor, de onde nos virá o socorro. Olhe para a sua própria história com o Senhor e saiba que Ele te dará uma estrutura diferente para lidar com as circunstâncias.

É hora de fazermos um balanço em nossas vidas. O que você percebe que precisa mudar? A que você tem dado mais valor? Quais são suas prioridades? 

A crise nos ativa para buscar soluções e reinventar a vida. Decida o que é de fato importante e não viva mais da mesma forma.

Renovar a mente tem a ver com ser humilde para aprender. Estamos vivendo um tempo em que todos precisamos aprender para sabermos como administrar o mundo depois que a crise passar. 

  1. Tenha atitude 

Traga Deus para dentro da crise, renove sua mente e decida agir! O salmista disse que gritou por socorro, esta foi a atitude dele! A praga pode nos paralisar, mas o dunamis de Deus está dentro de nós e nos impele a caminhar em alguma direção inovadora.

O que o diabo quer é que depois desta ameaça do coronavírus, nós fiquemos de braços atados, imóveis. Não faça parte disso! Não seja aprisionado pelo medo e pela ameaça de praga. Nosso Deus nos enviou à nossa geração, somos muitos Davis contra este Golias!

Ter atitude te tira do ponto inicial e este primeiro passo é o mais difícil. Mas tenha coragem e decida agir.

Aqui na CN, neste tempo difícil pelo qual estamos passando, nosso templo físico está vazio. Mas nós não deixamos de pastorear a cidade, o Brasil. Estamos pastoreando as pessoas pelos canais digitais mais variados, distribuindo cestas de alimentos e medicação a quem precisa, estamos sendo igreja de uma nova forma!

Não podemos ser reativos na crise. Mas temos que agir por antecipação, descobrindo as atitudes que são necessárias para passarmos por este período. O mundo está esperando por pessoas de atitude, que quebrem o poder da praga e sirvam de exemplo para outros. 

  1. Acredite no poder das sementes 

Como eu já disse a vocês, no início da CN eu vendia joias. Meu mostruário pessoal estava avaliado em pouco mais de R$ 100 mil. Eu dei todas aquelas joias como uma semente de sacrifício. 

Sacrifício é uma moeda espiritual. E esta é a atitude que carrega os outros três pilares. Veja Davi na eira de Araúna (II Samuel 24). Davi precisava cessar uma praga e deveria tomar uma atitude para isso. Eu, como Davi, acredito que precisamos fazer sacrifícios para cessar a praga. Precisamos dar a Deus algo que nos custe. E ali, no altar erguido na eira de Araúna, a praga é cessada.

Sementes que nos custam nos ajudam a cessar a praga. Deus deu por nós a semente mais preciosa de todas: o seu Filho. Ele veio a este mundo para cessar a praga de morte que o pecado instalou aqui.

Sementes têm a missão de ir ao futuro buscar algo para você. A maior atitude que podemos ter é plantar sementes!

Quando plantamos sementes de sacrifício, estamos dizendo ao mundo sobrenatural que entre em nosso favor. O espírito do medo não tem mais o poder de nos aprisionar quando, numa crise, plantamos uma semente sacrificial. 

Eu acredito que semear é uma atitude espiritual. Isso não é comprar as bênçãos. Você acha que um carro compra a cura das pessoas? Não. Mas quando você resolve se sacrificar, você mostra a Deus onde está o seu coração. 

Este é o fundamento da CN: a semente sacrificial que umidifica a terra para que a vida possa florescer novamente. No início desta igreja, eu fui assolada pelo câncer, pela bancarrota e pela esterilidade, mas vi a fidelidade de Deus se manifestar para todas as sementes sacrificiais que eu plantei.

Texto transcrito e adaptado por Anna Caroline Pacheco Cintra.

Anna é membro da Comunidade das Nações desde 2017, concluiu todos os módulos da Academia das Nações em 2019, oportunidade em que firmou seu propósito de contribuir para a expansão do Reino atuando no Monte da Educação, entendendo que tem como missão aplainar os caminhos do conhecimento para que o povo de Deus seja instrumento para trazer o Céu à Terra. É professora de finanças, estudante de pedagogia e atua no mercado financeiro há mais de 10 anos.