A Besta, o Comunismo e seus diversos tons de vermelho

O marxismo é a maior fraude intelectual de toda a história do pensamento humano.
Jesús Huerta de Soto

Assisti neste final de ano a série que conta a trajetória de um dos maiores maníacos da história da humanidade. Leon Trotski juntamente com Lenin promoveu a revolução que destruiu a liberdade e mergulhou a Rússia e boa parte do mundo na escuridão. Uma besta emergiu do mar das nações a fim de reinventar o mundo. Na série russa você passa a entender a mentalidade dos engenheiros sociais que para levar a cabo sua revolução estão dispostos a passar o rolo compressor e fazer tábula rasa da sociedade. Em várias cenas conseguimos ter a radiografia ou a gênese do pensamento que discipulou nações inteiras e que até hoje patrocina o caos no mundo.

Em um dos diálogos Trotski diz que eles poderiam matar 30, 50 ou até 70% da população e depois todos seriam comunistas. Eles poderiam matar todos, até todos se converterem à sua religião política. Em outra conversa seu pai lhe diz que aquela besta que ele queria soltar consumiria tudo e nem mesmo ele poderia se salvar. Trotski responde que Aquele que deu sua vida pelo mundo conquistou metade de toda humanidade para si e que ele estava disposto a sacrificar a si mesmo, seu próprio pai, filhos e qualquer coisa pela Revolução. Para se tornar um cara mau, o líder bolchevique teria que melhorar muito. Um psicopata macabro descrito como uma mistura de Serial Killer e líder de seita religiosa. A fera então foi solta e fez o mundo tremer. Nós brasileiros sentimos seu bafo quente e mau cheiroso. E a vimos devorar boa parte de nossas riquezas.

O animal alienou nações de Deus e com suas variações, versões e mutações na história, propôs nos levar ao mundo Mad Max. “Então satanás saiu para enganar as nações”, diz Apocalipse. O sonho de Leon era levar sua revolução para as outras nações. O que de fato aconteceu em alguma medida. A cortina de ferro, a cortina de bambu, o véu que cobre as nações como descreve o profeta Isaías. O monstro para Daniel, outro profeta, é visto como um animal que devora, pisa e faz em pedaços tudo que encontra. Já João, o apóstolo, vê um animal que foi ferido de morte e que voltou a viver.

Hoje, mesmo depois da perestroica, a queda do muro de Berlim, a falência do comunismo no mundo, a doutrina de Trotski e seus asseclas se reinventou, sobreviveu e adquiriu diversos tons de vermelho. A série é perturbadora. Ver Lenin, Stálin e Trotski na mesma mesa é o mesmo que presenciar a reunião dos cavaleiros do apocalipse.

Para Trotski, o preço a ser pago pela revolução era mentir, roubar e até matar. Ele foi vítima da sua própria doutrina. Stálin, o sucessor de Lenin e maior rival de Trotski mandou matá-lo no México. Ele pagou por sua cabeça que foi rachada ao meio por uma picareta. O monstro que ele criou o devorou.

A série desagradou muita gente na esquerda brasileira e é por isso mesmo que deve ser assistida. Ela desconstrói o mito do Trotski boa gente e equilibrado. A verdade é que ele e seus “amigos” revolucionários são responsáveis por um prejuízo que não dá para medir nessa vida. O dano de vidas ceifadas, riquezas destruídas e potencial roubado é incalculável. As nações que foram presa dessa ideologia perderam sua liberdade e continuam no atraso. O remédio para tudo isso continua sendo o mesmo que construiu as nações mais civilizadas, livres, prósperas e poderosas do mundo: o evangelho de Jesus. Que venha o Desejado das Nações. Que venha o Teu reino, justiça, paz, alegria e gozo no Espírito Santo. Maranatha!

Obs: cenas um pouco improprias na série.