Como podemos administrar o favor?
Sessão: Kris Vallotton
“Ame ao Senhor, o seu Deus, com todo o seu coração, com toda a sua alma, com todo o seu entendimento e com todas as suas forças”. O segundo é este: “Ame ao seu próximo como a você mesmo”. Não existe mandamento maior do que estes. (Marcos 12:30-31)
Existe a crença de que não gostar de si mesmo é uma ideia nobre. Porém, não amar a si mesmo não é humildade. Se você não se ama, não consegue se tornar o padrão de como amar as pessoas. A pergunta é: se conversássemos com as pessoas como conversamos conosco, será que teríamos amigos?
A melhor coisa que podemos fazer pelas pessoas é aprender a nos amar. Paulo disse: “Assim também os maridos devem amar a sua mulher como ao próprio corpo. Quem ama a esposa, a si mesmo se ama.” (Efésios 5:28)
Ao chegar na igreja Bethel, uma empresa de Kris fez uma venda que não foi paga pela companhia compradora, e ele adquiriu uma grande dívida. Ele contou que perdeu sua casa e fornecedores, e aquele tempo foi de escuridão. Então, ele recebe uma palavra de Deus de que o Senhor iria prover o dinheiro nos momentos difíceis. Durante esse tempo, Kris recebe uma oferta de um homem chamado Eli, porém, durante algum tempo, ele tenta evitar esse homem que o tinha presenteado com aquela quantia.
Kris se pergunta por que estava fugindo desse homem. Então ele orou, e Deus respondeu que ele não se amava o suficiente para receber o presente, pois havia uma crença em Kris de que ele não podia ser presenteado, caso as pessoas o conhecessem de verdade. Essa crença estava baseada em seu passado distante, pois seu pai não o amava como deveria; então, ele acreditava que, se seu pai não o amava, ele não deveria ser amado por ninguém.
Acreditava que não podia ser amado, mas, o pior de tudo, ele mesmo não se amava. A intimidade tem como um dos significados “ver dentro de mim”. Porém, com a crença de não se sentir uma pessoa digna de ser amada, ele não se sentia disposto a se deixar ser conhecido, pois, quando o amor trazia a intimidade, ele criava um caso para que as pessoas não vissem o seu interior. A crença o fazia acreditar que, se o que há dentro dele não é bom, então não seria bom ser íntimo das pessoas, pois o veriam por dentro.
Então, ele compreendeu por meio do Senhor que deveria começar a amar-se para que fosse possível tornar-se vulnerável para ser íntimo das pessoas e pensar melhor sobre si e sobre elas. A realidade é que Cristo morreu por nós sem merecermos. Ele se entregou para nos livrar de nossos pecados. Somos transformados em uma nova criatura por meio do novo nascimento disponível em Jesus. Não devemos nos ver como pecadores e imundos, pois recebemos a graça de sermos livres em Jesus e não fizemos nada por isso, apenas dissemos “sim”. E, ao dizer sim, fomos transformados em uma nova criatura em Cristo.
“Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado; pois o que permanece nele é a divina semente; ora, esse não pode viver pecando, porque é nascido de Deus.” (1 João 3:9)
Nascemos da semente de Cristo, e a antiga natureza está morta em nós. O batismo é um ato profético (uma obediência no mundo físico que gera uma realidade espiritual); a ceia é um ato simbólico para lembrar da nova aliança. Porém, o batismo não é um ato simbólico, mas um ato profético que libera uma nova realidade. Como aconteceu com os mergulhos de Naamã, ele foi curado após o mergulho. No batismo, mergulhamos na água (Romanos 6) e somos considerados mortos para o pecado, para a carne. Após mergulhados, somos levantados das águas como Cristo foi levantado na ressurreição. Esse ato profético libera a semelhança do sacrifício de Cristo em nossas vidas. No novo nascimento em Jesus, recebemos uma nova mente e um novo corpo, um coração como o de Deus para pensar de forma amável.
Dentro de nós, existem duas naturezas que estão brigando entre si?

Efésios 6 nos diz que não estamos em guerra com a nossa carne, mas com os espíritos dominadores deste tempo. Nossa velha natureza não é a causadora das nossas guerras; não estamos em guerra conosco, mas contra o inimigo de nossas almas. Não somos mais maus, mas podemos pensar de forma má sobre nós mesmos.
Temos uma armadura que nos foi entregue para lutarmos contra o mal e contra os problemas desse mundo. Porém, em um lugar de intimidade, retiramos nossas armaduras para vivermos com vulnerabilidade entre amigos. Quando vestimos essa armadura, a vestimos para lutarmos pela igreja, pela cabeça desta nação, pela justiça. Porém, a igreja é o lugar onde tiramos a nossa armadura, onde somos vulneráveis.
Sessão: Jason Vallotton
Os vícios entram na vida das pessoas quando não queremos estar presentes em nossas vidas devido à dor. Quando a dor é introduzida em nossas vidas, quando ainda somos jovens, podemos viver nossas vidas com aquilo que não é bom. O vício se torna uma parte da vida e cria em nós um mecanismo de fuga que busca fugir da realidade sem que percebamos. A dor tem uma forma e precisa que façamos algo para resolvê-la, e a escapatória para resolver a dor é usar várias coisas.
O vício pode nos dar a ilusão de que realmente temos aquilo que realmente precisamos. Um vício é abrir mão de algo que realmente queremos por algo que não queremos tanto assim. Muitos homens querem ser grandes esposos, mas se encontram presos ao vício da pornografia; outros homens querem conexão profunda no casamento, mas estão presos ao álcool, e assim por diante.
Porque essas são soluções rápidas para aquilo que está acontecendo dentro de você. A pornografia não é o seu problema, é a sua solução temporária. Álcool não é o seu problema, é a solução que você está encontrando. É dito que o isolamento é mais prejudicial para sua psique do que fumar dois maços de cigarro por dia. Estar isolado dentro de si mesmo causa mais dano do que fumar dois maços de cigarro por dia. Os psicólogos dizem que há dois tipos de relacionamentos em nossas vidas: precisamos daqueles que nos amam e nos conhecem profundamente, e também precisamos de uma tribo, um grupo ao qual pertencemos.

O vício tem mais a ver com a gaiola em que você está do que com a substância que você está usando. O vício começa quando não suportamos estar presentes. Para muitos homens, não sabemos do momento em que a dor começa, muitas vezes não sabemos que estamos com dor. Porém, queremos a solução no vício daquilo que buscamos tanto ou sonhamos tanto. O oposto de vício não é sobriedade; é conexão. A conexão não é desenvolvida com a troca de informações, mas com a troca de emoções.
A conexão não é desenvolvida com troca de informações, mas sim com a troca de emoções. Muitos casais têm um relacionamento de apenas troca de informações, porém lhes faltam emoções. Precisamos de profundas relações que trocam emoções e nos permitem criar conexões profundas. Porém, muitos homens tratam as emoções como inimigos de nossas vidas. Muitas vezes respondemos a nossos sentimentos com raiva.
Quatro Passos para Desenvolver Conexões Profundas
- Coragem: O que acreditamos a nosso respeito determina o nível de nossas relações (conexões). As pessoas que acreditam serem dignas de amor e conexão, acreditam que suas histórias são delas. A sua história determina os níveis das suas conexões nesta vida. Você não pode se sentir amado até que possa ser visto. O primeiro passo para isso é a coragem. Ela consiste em compartilhar a sua história de todo o coração e mostrar as suas imperfeições. Eu compartilho minhas histórias quando estou disposto a mostrar as minhas imperfeições. Não podemos ser íntimos de alguém sem que mostremos algo de nós. Isso demanda coragem; essa conexão demanda coragem. Apenas ter uma relação com Deus não é o bastante; precisamos também das pessoas. Quando abrirmos nossas imperfeições, nos abrimos para um amor incondicional, e essas interações te levarão a uma vida mais saudável de favor em sua vida. Não somos o que fizemos no nosso pior dia. A nobreza está em fazermos aquilo que devemos fazer. Não há caminho aberto para a nobreza se sempre procurarmos o isolamento; devemos medicar o isolamento em nossas vidas, ele é o alimentador de nossos vícios. O problema não é a pornografia, o álcool ou as drogas, mas a gaiola na qual vivemos. O homem mais corajoso é aquele que assume a sua história, o que assume a sua luta. Coragem é viver com seu coração inteiramente.
- Compaixão: Ser bom com você mesmo primeiro para ser bom com os outros, pois não podemos dar aquilo que não temos. A conexão não existe sem a compaixão; ela nos garante a capacidade de empatia. Com ela, temos a capacidade de ouvir as histórias das pessoas. O oposto de compaixão é o julgamento, pois esse mata a compaixão. Portanto, é importante nos reconciliar com as nossas histórias, pois se há julgamento dentro de nós sobre nós mesmos, não há compaixão por si; então, não há como não julgarmos os outros. Nos tornamos isolados e uma voz de vergonha que começa a nos guiar, alimentada pelo julgamento. Você não pode ter amor se você não acredita que pode compartilhar os seus segredos. Somos a virtude e os valores que abraçamos, mas não o que fazemos. Se nos escondermos, não há caminho para a nobreza. A vergonha pode construir grande ressentimento sobre nós mesmos e nos tornar tão presos a ela que se torna a nossa identidade. A vergonha diz que somos o que fazemos; a culpa apenas nos acusa. Se reconcilie com você mesmo para que a vergonha não te prenda ao passado.
- Autenticidade: Eu abraço quem eu sou, enquanto abro mão de quem eu acho que deveria ser. Constantemente queremos fingir ser alguém que não somos. Não devemos ser amados por quem devemos nos tornar, mas devemos ser amados por quem somos hoje. Se sempre fingimos ser alguém que não somos, entraremos em um ciclo sem fim de não ter descanso consigo. Autenticidade nos permite conexões profundas, pois amamos as pessoas pelo que elas são e nada mais.
- Vulnerabilidade: É o lugar do amor, pertencimento e alegria. Quando fingimos que somos vulneráveis, não compartilhando aquilo que realmente é vulnerável, não podemos desenvolver uma conexão profunda. Pois as conexões profundas pressupõem que permitimos as pessoas mudarem a nossa mente. O lugar mais profundo que existe é o coração do homem. Tudo aquilo que podemos superar, podemos abrir mão. Devemos pegar os lugares que nos assombram dentro de nós e usarmos isso para quebrar os problemas na vida dos demais.
Por: Mateus Rodrigues/CN Conteúdo
