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Conteúdo O Evangelho Woke – Você é um Cristão Desperto ou Ainda Está Dormindo?

O Evangelho Woke – Você é um Cristão Desperto ou Ainda Está Dormindo?

“E digo isto, conhecendo o tempo: já é hora de despertarmos do sono, porque a nossa salvação está agora mais perto de nós do que quando aceitamos a fé.”

Romanos 13:11

    O tema central desta mensagem é o despertamento. Ao longo das últimas décadas, muitos princípios e símbolos bíblicos foram cooptados por grupos não cristãos para promover diversas causas. Um dos termos bíblicos mais recentes que foi apropriado é woke, que significa “desperto”, “acordado”, “consciente”.

    Hoje, pessoas woke são associadas a narrativas e linhas de pensamento militantes, como o neomarxismo, que une feminismo radical, ideologias de gênero, teorias raciais, socialismo, racismo sistêmico e conceitos variados sobre identidade sexual. A chamada “geração W”, com sua agenda woke, tem como objetivo desconstruir os fundamentos da civilização judaico-cristã ocidental.

   Literalmente, woke significa “acordado”. Ativistas políticos passaram a usar esse termo para descrever pessoas que estão “atentas” a questões sociais, sempre com um viés ideológico claro. Mas a origem verdadeira do termo não está no marxismo — está na Bíblia.

   Há mais de dois mil anos, o apóstolo Paulo já dizia: “É hora de despertarmos do sono.”

Em Efésios 5, ele declara:

“Mas todas as coisas, quando reprovadas pela luz, se tornam manifestas, porque tudo o que se manifesta é luz.”

E completa:

“Desperta, ó tu que dormes, levanta-te dentre os mortos, e Cristo te iluminará.”

   Paulo está nos dizendo que há cristãos despertos, conscientes — e outros que ainda estão adormecidos. É necessário discernir quem é biblicamente consciente daqueles que estão sonolentos, entorpecidos.

   Uma pessoa verdadeiramente desperta nasceu do alto, nasceu de novo. Isso a capacita a ver o Reino de Deus. Como no diálogo com Nicodemos, em João 3.

Nicodemos foi procurar Jesus à noite — provavelmente para não ser visto, já que era fariseu — e lhe disse:

“Rabi, sabemos que és mestre vindo da parte de Deus, pois ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não estiver com ele.”

A resposta de Jesus foi direta e sem rodeios:

   “Em verdade, em verdade te digo: se alguém não nascer de novo, não pode ver o Reino de Deus.”

   A palavra “ver”, no original eidō, pode significar discernir, entender ou experimentar algo. Jesus afirma: quem não nasceu de novo, não consegue compreender a realidade do Reino de Deus. Não adianta insistir com alguém espiritualmente morto.

   O Reino de Deus governa tanto o visível quanto o invisível. É necessário abrir os olhos do entendimento, como diz Paulo — os olhos do coração.

Uma pessoa biblicamente acordada enxerga o mundo pela perspectiva de Deus.

Jesus também disse:

“Ninguém, depois de acender uma candeia, a coloca em lugar escondido, nem debaixo do alqueire, mas no velador, para que todos os que entram vejam a luz.”

E continuou:

“Os teus olhos são a lâmpada do teu corpo. Se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso; mas, se forem maus, o teu corpo ficará em trevas.”

   Nosso olhar define a luminosidade ou a escuridão que carregamos. Jesus não se referia apenas ao olho físico, mas à maneira como enxergamos: nossas lentes e nossas perspectivas. O olho é a porta da alma. É por ele que observamos, julgamos e decidimos.

Cada pessoa enxerga de acordo com o que é não com o que as coisas são. Se os olhos estão escurecidos, sem a luz de Deus, todo o corpo estará em trevas. É o olhar que define o que entra: luz ou escuridão!

   Uma pessoa biblicamente desperta tem uma visão de mundo fundamentada no Reino de Deus e em Sua Palavra não na cultura ou na opinião popular. O cristão comum, em geral, não possui uma cosmovisão bíblica, ele lê alguns poucos versículos, mas não enxerga o mundo pelas Escrituras.

    Paulo afirma que, outrora, todos éramos trevas agora, somos luz no Senhor:

“Outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor. Andai como filhos da luz.” (Efésios 5:8)

Pessoas biblicamente despertas não se misturam com as obras das trevas!

E o texto continua:

“Não sejais cúmplices nas obras infrutíferas das trevas; antes, reprovai-as.”

    Você não deve rir de piadas que ferem a dignidade alheia. Não deve compartilhar fofocas nem acusações sem provas. Não deve sentar à mesa dos escarnecedores de Deus.

   Se você é um cristão genuinamente consciente acordado, desperto, woke não será cativo da mentalidade deste mundo. Mas, se tudo o que você acredita vem da cultura pop, das redes sociais, dos influenciadores da moda sob a perspectiva de Deus, você ainda está dormindo. Talvez esteja morto.

   Pessoas biblicamente despertas não vivem segundo o padrão das trevas. Elas andam como filhos da luz.

   Efésios 4, verso 17, nos ordena a não mais viver como os gentios aqueles que estão fora da aliança de Deus. Diz o texto:

“E digo isto, portanto, e no Senhor testifico: que não andeis mais como andam os gentios, na vaidade dos seus próprios pensamentos, obscurecidos de entendimento, alheios à vida de Deus por causa da ignorância em que vivem, pela dureza do seu coração.”

   As expressões: dureza do coração e ignorância. Ignorância é trevas; conhecimento é luz. Etimologicamente, ignorância se relaciona à escuridão, enquanto o conhecimento está ligado à iluminação. Um coração endurecido é um solo infértil para a verdade florescer.

   Os que não nasceram de novo têm o intelecto, a mente e a razão obscurecidos pela cegueira espiritual do coração. A incredulidade e a rebelião contra Deus não são fruto de decisões racionais. Paulo afirma:

“Se o nosso evangelho está encoberto, é para os que se perdem que está encoberto. O deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que não lhes resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus.”

   A palavra “cegou” no original é tufos, que remete a uma névoa ou neblina sobre a mente, impedindo a compreensão. Isso é espiritual. Não se trata apenas de lógica ou inteligência  são cadeias invisíveis que bloqueiam o entendimento.

   Por outro lado, aqueles que estão espiritualmente despertos vivem como luz do mundo.

“Vós sois o sal da terra. Vós sois a luz do mundo.”

   Pessoas biblicamente despertas não vivem mais para si mesmas. Vivem para Cristo.Como disse Paulo:

“Já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. E a vida que agora vivo na carne, vivo-a pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim.”

   A mente entenebrecida é uma mente confusa, sem direção, que não consegue enxergar a verdade espiritual. É por isso que vemos tantas pessoas defendendo absurdos, lutando contra valores eternos e zombando da fé: elas estão cegas, embotadas, insensíveis à presença de Deus.

   Paulo continua dizendo que essas pessoas, tendo perdido toda a sensibilidade, se entregaram à libertinagem e à prática de toda sorte de impureza com avidez. Ou seja, vivem de forma desgovernada, sem freios morais, buscando preencher um vazio que só Cristo pode ocupar.

  Os que nasceram de novo têm uma nova mente. Foram renovados no espírito do entendimento e se revestiram do novo homem, criado segundo Deus, em justiça e santidade da verdade.

    Aqueles que estão despertos espiritualmente:

•              Rejeitam a mentira e falam a verdade.

•              Controlam a ira e não dão lugar ao diabo.

•              Trabalham honestamente com as mãos para ter com que ajudar o necessitado.

•              Usam palavras que edificam, não que destroem.

•              Não entristecem o Espírito Santo com atitudes incoerentes.

Quem está acordado vive com discernimento. Quem está dormindo, é arrastado pela correnteza da cultura.

   Cristãos despertos ou conscientes aprenderam a lidar com as amarguras do coração. Esse é um tema crítico. A marca da cultura Woke é a inveja, o ressentimento e o vitimismo. Cristãos biblicamente acordados e conscientes aprenderam a administrar suas dores e feridas para não prejudicar sua saúde física, emocional e espiritual. O que aconteceu com você não te define, mas o que você faz com suas dores te define.

   Hebreus capítulo 12 nos diz que uma raiz de amargura pode brotar e contaminar muitos. Pessoas que, simplesmente amargas podem comprometem a saúde emocional de outras pessoas. A amargura pode se espalhar como um vírus para os outros, mesmo através de gerações.

   É uma sensação persistente de ressentimento, raiva ou decepção. Esse sentimento surge de injustiças, traições ou expectativas não realizadas. Uma pessoa amarga frequentemente remoer mágoas ou erros do passado e tem dificuldade para sentir alegria ou satisfação. Esse estado emocional pode afetar suas interações com os outros, levando a uma visão negativa ou cínica da vida.

   Isso é profundamente ilustrado na vida de Esaú. Sua animosidade para com seu irmão Jacó resultou de uma disputa histórica que os colocou em lados opostos, opondo sua futura linhagem familiar à descendência de Jacó. O conflito entre os dois irmãos tornou-se um conflito de gerações. Esses traços de amargura foram transferidos de Esaú para seus filhos, gerando o conflito entre os filhos de Esaú e os filhos de Jacó.

   Nas narrativas envolvendo Amalek e Edom, vários traços de uma pessoa que abriga amargura podem ser identificados. É o fenômeno amalequita. A raiva não resolvida, a ira de Esaú contra Jacó, por ele não ter tomado seu direito de primogenitura e sua bênção, deixou um depósito de amargura para o futuro, para seus filhos e os filhos dos seus filhos.

   O ataque dos amalequitas em Êxodo capítulo 17 contra Israel foi a continuação da hostilidade que decorreu da raiva e amargura não resolvidas de um homem no passado. Esaú se sentiu injustiçado, acreditando ser vítima de engano e de tratamento injusto. Esse sentimento duradouro de injustiça perpetrou um sentimento de vitimização intergeracional. A animosidade contínua dos amalequitas e dos edomitas manifestou uma recusa em perdoar os erros do passado.

   Hoje, as pessoas interpretam a narrativa de toda sua vida pela lente da vitimização, o que as leva a viver uma vida de raiva. Em vez de assumir a responsabilidade por suas deficiências e debilidades, sempre há um culpado para aquilo que deu errado, e nunca sou eu. A amargura gera um desejo de vingança.

   Paulo disse em Efésios 4: “Longe de vós toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e malícia.” A seguir é possível observar a sequência do que a amargura se torna no fim: uma visão maliciosa da vida, onde não existe ninguém inocente, olhos obscurecidos.

   Esaú é descrito então como alguém que queria matar seu irmão, e sua amargura foi transmitida aos seus filhos, que por sua vez a transmitiram aos seus netos, resultando em uma nação inteira envenenada pela amargura.

   Deus diz: “Eu hei de riscar de debaixo do céu a memória de Amaleque. Haverá guerra contra Amaleque em todas as gerações.” Amaleque é amargura. Amargura é Amaleque. E quando alguém é dominado pela amargura, torna-se um amalequita!

O que fizeram contra você não é problema seu. O que você fez com o que fizeram com você é problema seu.

   O ataque sem provocação dos amalequitas aos israelitas reflete um profundo desejo de retribuição que durou gerações. Você tem três opções, apenas três.

A primeira delas é tentar se vingar, se consumir, se corroer por dentro, se devorar internamente. Está lá na Bíblia, no livro de Jó: você pode ficar extremamente irritado, irado, raivoso, nervoso e desejar o mal. O ódio deixa você cego.

A segunda forma de reagir a isso é se tornar passivo, uma vítima impotente, depressivo, e se sentir um coitado, um miserável.

A terceira opção que você tem é entregar tudo nas mãos de Deus e confiar nele. É dizer: “Deus, isso não é assunto meu, é assunto teu.” O perdão é trocar de mãos a justiça. O perdão é trocar de mãos a vingança. O perdão é entregar para Deus com a confiança de que ele fará a coisa certa.

   Caso a dor não seja resolvida, o ressentimento persiste. Hoje, famílias guardam ressentimento e ódio contra outras famílias por conta de injustiças percebidas desde a infância. A amargura de uma pessoa pode destruir a vida emocional de uma família inteira. Ela gera uma percepção distorcida da realidade, porque tudo é enviesado pela dor, tudo é visto pelas lentes do trauma, da malícia, da maldade.

   A crença de Esaú era a de que ele era uma vítima. Isso obscureceu sua percepção sobre suas ações e responsabilidades. Ele se revoltou contra o pai, culpou Isaque por não dar a bênção, vendeu seu direito de primogenitura e estava procurando um culpado. Casou com duas mulheres heteias para machucar o pai.

   É isso que a amargura faz: tenta ferir as pessoas mais próximas. Ela distorce a realidade pela lente da injustiça e pela busca de culpados.

   O livro de Obadias condena Edom, que são os descendentes de Esaú. Edom é vermelho, e vermelho era o prato de lentilhas. Esaú tomou a forma daquilo que o venceu. Deus condena os edomitas por sua arrogância, júbilo e julgamento equivocado diante da aflição de Israel. Quando Israel foi atacado e sofreu, houve comemoração no arraial dos edomitas.

   Deus olhou para aquilo e disse: “Não gostei disso. Por pior que seja uma pessoa, não comemoramos a destruição de ninguém.”

   O estágio final da amargura é a rebelião, o isolamento e a alienação. Pessoas amargas tendem a se isolar, pois seu estado emocional desafia sua capacidade de interagir socialmente.

   A amargura dá origem a uma raiva não resolvida, a um sentimento de vitimização, a um desejo de vingança, um ressentimento persistente, à falta de perdão e a percepções dissociadas da realidade. Por fim, isolamento, alienação e rebelião.

   Cristãos despertos e conscientes caminham no perdão e permitem que o amor de Deus permeie e direcione seus corações, para que uma raiz de amargura não brote e contamine a muitos.

Algumas medidas a serem tomadas:

   Primeiro, seja autoconsciente e perceba se você herdou a amargura de um grupo ancestral de pessoas. Se carrega isso no seu DNA, faça uma libertação de si mesmo, uma confissão. Se precisar, busque ajuda.

   Seja autoconsciente de como você vê o mundo: através da sua dor, da realidade, ou da sua ferida.

   Considere pedir ajuda se a amargura persistir.

 Desenvolva uma perspectiva bíblica sobre perdão, justiça e reconciliação. Perdoe intencionalmente cada pessoa que o machucou ou traumatizou, assim como Deus o perdoou em Cristo. Diga: “Deus, a justiça é sua, a vingança é tua. Toma nas tuas mãos. Eu confio em ti.” Em algumas situações, pode ser importante receber uma oração por libertação da opressão demoníaca. Isso pode ser necessário.

  Cristãos despertos, acordados, conscientes são guiados pelas Escrituras e não pelos jornais. Se uma pessoa se diz cristã, mas entrega a sua vida completamente aos prazeres deste mundo, ela precisa de um despertamento espiritual, ou então de uma ressurreição. 

   Cristão despertos enxergam o mundo com os olhos de Deus e se posicionam como luz em meio a escuridão. Não fomos chamados para sobreviver, mas para resplandecer. Declaramos que estamos vendo levantar uma nova geração de gente desperta. Estamos para ver um verdadeiro despertar global!

Por: Aline R. Santos/CN Conteúdo

Assista a mensagem completa.

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